Dois novos TV Spots do filme O Círculo, intitulados de ‘Experiência’ e ‘Controle’ e contendo cenas inéditas, foram divulgados hoje pela STX Entertainment. No filme, Emma Watson dá vida à personagem Mae Holland, uma jovem mulher recém-contratada por uma empresa de elite do ramo de tecnologia e mídia social do Vale do Silício, fundada por Eamon Bailey, um guru interpretado por Hanks. Mae acaba envolvida em um experimento que ultrapassa os limites da privacidade, da ética e limita sua liberdade pessoal. O Círculo chega aos cinemas americanos e canadenses nesta sexta-feira, 28 de Abril. No Brasil, o filme chegará aos cinemas no dia 22 de Junho de 2017. Confira os vídeos nos players abaixo:

O Círculo – TV Spot ‘Experiência’

O Círculo – TV Spot ‘Controle’

As capturas de ambos os TV Spots já estão disponíveis em nossa galeria e podem ser conferidas através dos seguintes links:

FILMES & SÉRIES | FILMS & TV SHOWS > 2017 > THE CIRCLE (O CÍRCULO) > TV SPOT: EXPERIENCE

FILMES & SÉRIES | FILMS & TV SHOWS > 2017 > THE CIRCLE (O CÍRCULO) > TV SPOT: CONTROL

Emma Watson é a estrela da capa da edição de Maio da Interview Magazine. A atriz e ativista concedeu uma entrevista exclusiva à publicação, realizada pela também atriz Jessica Chastain, na qual fala sobre suas escolhas, a vida na era das redes sociais, sua carreira, desafios pessoais e profissionais, e muito mais. Confira a matéria traduzida pela nossa equipe:

FILME

EMMA WATSON

Já faz quase seis anos desde o lançamento do último filme da saga Harry Potter, e ainda pode ser difícil para as pessoas separar Emma Watson de Hermione Granger, a personagem que ela interpretou em todas as oito parcelas da franquia de sucesso, da época em que ela tinha 11 anos, até os 21. Talvez haja uma razão para isso. Na “fantasia” que ela diz que a sua vida e as vidas de seus colegas de elenco se tornaram, Watson, como Hermione, tem exibido paixão desenfreada, talento natural e – graças a Deus para nós – uma determinação desafiante de fazer as coisas à sua maneira.

Quer isso tenha significado dar um tempo em uma carreira cinematográfica impressionante para obter um diploma da Universidade Brown ou abordar a questão da desigualdade entre gêneros na Assembleia Geral da ONU, em seu papel de Embaixadora da Boa Vontade da ONU, Watson tem sido firme em sua autenticidade. E se ela cometeu alguns erros ao longo do caminho, como ela insiste ter cometido, eles não estiveram nas telas para nós vermos – certamente não em seus dois esplêndidos filmes pós-Potter, As Vantagens de Ser Invisível (2012) e Bling Ring: A Gangue de Hollywood (2013), que nos deram pequenos vislumbres de seu futuro no cinema.

Esse futuro está aqui, agora. Em março, Watson interpretou Bela no reboot em live-action da Disney de A Bela e a Fera, e atualmente ela pode ser vista ao lado de Tom Hanks no thriller de vigilância O Círculo, baseado no romance de Dave Eggers. Se o primeiro foi um retorno ao universo mágico no qual nós a conhecemos, este último tem dado a Watson a grata oportunidade de questionar como nós vivemos hoje, no mundo real. Conforme ela diz à sua amiga, a atriz duas vezes nomeada ao Oscar, Jessica Chastain, a luta para fazer jus à sua persona nas telas – de se tornar uma porta-voz, um exemplo a ser seguido, para toda uma geração de meninas – pode valer a pena se ela ainda puder ser ela mesma.

JESSICA CHASTAIN: Olá, querida. Onde você está agora?

EMMA WATSON: Estou muito feliz que você tenha perguntado, porque eu não queria que as coisas ficassem estranhas. Estou no banho. Em Paris. Eu não queria que você escutasse a água se remexendo e ficasse tipo, “Uh, o que você está fazendo?” Eu estou muito relaxada. Onde você está?

CHASTAIN: Eu estou em um quarto de hotel. Há sacos de extensões de cabelo, maquiagem e roupas em todos os lugares.

WATSON: Desde que haja uma trilha limpa pelo chão para que você possa realmente chegar à cama a noite, você está bem.

CHASTAIN: Você está de férias ou está trabalhando?

WATSON: Estou trabalhando. Eu acabei de fazer o ensaio fotográfico para esta entrevista com Peter Lindbergh, que eu sei que já fotografou você. Eu o amo tanto. Ele é a Ferrari dos fotógrafos – muito gentil e prestativo, engajado, e então, boom, boom, boom. Ele é tão rápido. Ele não brinca em serviço. Durante o dia, eu perguntei a ele, “Quais são seus planos para depois deste ensaio?” E ele disse, “Eu irei fazer outro retiro de meditação.” Eu fiquei tipo, “É claro que você medita! Você é como o Buda. Você é, tipo, uma das pessoas mais felizes que eu já conheci.”

CHASTAIN: Me conte sobre a sua relação com a moda e sessões de fotos. Deve ter sido uma experiência tão diferente para você quando você começou, porque você era tão jovem.

WATSON: A moda é algo que eu amo, e eu acho que ela é tão expressiva e criativa, e é obviamente um caminho até os meus personagens, então eu sempre estou profundamente envolvida com ela. O que eu acho difícil sobre sessões de fotos é a linha entre interpretar um personagem – você é solicitada pelo fotógrafo a assumir um papel como você faria em um filme – e ser uma versão mais idealizada e desejável de si mesma. Trata-se de encontrar essa linha entre ser espontânea e aberta à direção, mas também tentar explicar aos fotógrafos que o “eu” é muitas vezes retirado do contexto porque há todas essas outras coisas anexadas a ele. O fato de eu ser uma estrela mirim é difícil para a maioria das pessoas de entender, e pode ser realmente conflitante para mim. Os fotógrafos querem te reinventar, te levar a outro lugar, te mostrar de uma maneira completamente diferente. Eles olham o seu trabalho anterior, e tentam descobrir o que podem fazer para mostrar um novo lado seu.

CHASTAIN: Eu me pergunto se eu tenho liberdade de uma maneira que talvez você possa não ter. Porque as pessoas cresceram assistindo você se tornar uma mulher, você está atrelada a certos padrões de ter que ser a mesma que você sempre foi?

WATSON: Acho que estou. Essa é uma das coisas com as quais eu me debato, porque nós três – Dan[iel Radcliffe], Rupert [Grint], e eu – éramos crianças quando fomos escalados nesta série de conto de fadas, e o que aconteceu conosco foi meio que uma história de fantasia em si. Fora dos filmes. Assim, a história da minha vida tem sido de interesse público, e é por isso que eu tenho sido tão ferrenha em ter uma identidade privada. Quando eu entro em um personagem, as pessoas têm que ser capazes de suspender a sua descrença; elas têm que ser capazes de me divorciar daquela garota. E não ter todo mundo sabendo cada detalhe íntimo de toda a minha vida é parte de mim tentando proteger minha capacidade de fazer bem o meu trabalho. Geralmente, eu tenho tido sorte, como quando Sofia Coppola me ofereceu um papel em Bling Ring: A Gangue de Hollywood, que era tão maravilhosamente diferente. Os artistas me deram muita liberdade – foram capazes de me imaginar de outras maneiras – mas é algo do qual estou ciente, com certeza.

CHASTAIN: Eu aprendi tanto sobre atuação, teatro e filmes – sobre a vida, no geral – à partir de erros cometidos. Você sente a liberdade de fazer isso?

WATSON: Eu sei que estou sob um microscópio diferente, um certo nível de escrutínio, que às vezes eu acho muito difícil. E às vezes o medo de fazer as coisas é esmagador. Eu fico incrivelmente sobrecarregada, e às vezes me sinto encurralada por isso, com medo disso. Mas eu sei que se eu viver nesse medo, então minha vida como artista, como ser humano, realmente, está acabada. No fim das contas, isso irá me silenciar, e irá silenciar o que está em mim – o que eu ainda tenho que explorar e descobrir. As pessoas mal puderam acreditar quando, depois de Harry Potter, eu fiquei tipo, “Eu vou para a faculdade.” Essencialmente, eu tirei cinco anos para estudar, fazendo apenas alguns projetos menores, e, para muitas pessoas, pareceu que eu estava desperdiçando muitas oportunidades. Eu recebi muitos telefonemas irritados. Mas eu precisava do espaço para ir e explorar quem eu era, sem estar sob o microscópio. E eu fiz uma peça na Brown, chamada Three Sisters. Eu amei. Amei trabalhar com outras pessoas da minha idade que estavam descobrindo as coisas. Como você diz, eu amei ser capaz de cometer erros. Ser capaz de me afastar foi basicamente a chave. Quando eu estava fazendo a audição para interpretar Hermione, eu tinha esse destemor, porque eu não estava ciente de mais ninguém. Eu só sabia que eu amava aquela garota, aquele personagem e aquele mundo, e eu fui atrás. Mas agora eu tenho essa outra coisa para superar, em A Bela e a Fera eu cantei pela primeira vez, e os jornalistas me perguntavam, “Você acha que será capaz de fazer isso?” Há uma percepção incrível a qual eu tenho que corresponder. Na noite anterior ao meu discurso na ONU, eu estava uma completa confusão emocional. Eu pensei que fosse hiperventilar. [risos]

CHASTAIN: Esse discurso foi um momento tão importante. Eu sei que deve ser muito estressante, quando tantas pessoas estão te dizendo o que é certo para você, o que você deveria estar fazendo, mas me parece que você sempre ouviu a si mesma e seguiu o que você achou que era certo. Além disso, as pessoas irão te amar pelos seus erros. Eu costumava ter medo de cometer erros, e agora eu percebi que se eu cometer um, há muito respeito a ser ganhado por se jogar 100% em algo.

WATSON: Há um discurso de Theodore Roosevelt sobre a importância de estar na arena, quer você falhe ou tenha sucesso, ou se faça de um completo idiota, desde que você esteja fazendo o melhor com o que você tem, usando qualquer conhecimento que você tenha e colocando-o à mesa naquele momento. E você continua a aprender. Eu acho que meus erros me deixaram muito mais forte. É bom saber que as coisas não te destroem no final; que você precisa ir até lá para saber. Eu estava falando com um amigo meu recentemente, tipo, “Ok, eu tive duas semanas realmente difíceis, e eu só quero descobrir o que eu aprendi aqui, qual é a lição.” E ele me olhou e disse, “Você percebe que está tentando pular as etapas, certo? Você precisa se sentir mal por um dia ou dois e ficar irritada, chateada, magoada e sofrer um pouco. E então você pode ou não descobrir que há uma lição nisso, mas você não pode pular adiante. Você precisa chorar um pouco e se zangar. E então você pode intelectualizar e se auto-analisar.” Eu fiquei tipo, “Maldito seja, amigo-que-me-diz-a-verdade!” [risos]

CHASTAIN: É tão importante para você permitir que isso aconteça. É bom intelectualizar algo, mas…

WATSON: Você precisa estar em seu corpo, por mais doloroso e irritante que seja. Ninguém quer passar pela situação de não se sentir tão bem, mas eu realmente acho que isso é essencial, no fim das contas.

CHASTAIN: O discurso que você deu na ONU para a campanha de igualdade de gêneros HeForShe, como isso aconteceu?

WATSON: Eu tenho trabalhado com uma organização chamada CAMFED, dirigida por essa mulher incrível chamada Ann Cotton, que oferece bolsas de estudo e dinheiro para famílias que tradicionalmente só mandaria seus filhos para a escola. Então, Ann encontrou essas meninas, que estavam sendo retiradas da escola com 9, 10, 11, 12 anos, e tentou ajudar a ampará-las – não apenas através de sua educação secundária, mas com empréstimos para pequenos negócios, todos os tipos de outras coisas. Eu havia sido abordada por muitas instituições de caridade, mas eu queria entender algo de dentro para fora, não apenas mergulhar direto em ser o rosto público de algo, e eu queria trabalhar com uma instituição pequena. Então viajei para a Zâmbia com alguns amigos, e ficamos na escola. Eu me sentei no fundo das aulas, e falei com as mães das filhas que estavam no programa e na comunidade, e tentei entender os desafios. E, em seguida, a ONU Mulheres perguntou se eu seria uma Embaixadora da Boa Vontade para mulheres e meninas. Eu falei sobre isso no discurso, mas eu me lembro de assistir ao discurso genial de Hillary Clinton sobre os direitos das mulheres, dizendo que eles eram direitos humanos, e eles mostraram o público, e havia quase que exclusivamente mulheres lá. Por que nós achamos que essa conversa não é algo que todos os seres humanos precisam ouvir? E eles disseram, “Nós gostaríamos que você fizesse um discurso.” Eu pensei, “Oh, Deus.” Eu devo ter passado seis meses escrevendo-o, à partir de trechos de diários que eu estive mantendo desde que tinha 12 ou 13 anos.

CHASTAIN: Lembro-me do quão tocante ele foi. Eu podia sentir que você estava falando com o seu coração. Eu continuo voltando para a palavra autenticidade

WATSON: É uma de minhas palavras favoritas.

CHASTAIN: É interessante que você diga isso, porque é nisso que eu penso quando penso em você.

WATSON: Meu Deus.

CHASTAIN: Eu acho que na sociedade há um perigo em que todos sentem que têm que ser os melhores. Eu não sinto isso em você. Você fala com seu coração. E seu coração aberto forçou meu coração a se abrir.

WATSON: Bem, não há maior honra ou elogio que você poderia ter me dado do que usar essa palavra. Ninguém gosta de se sentir vulnerável, desconfortável e fraco. Mas eu realmente descobri que é nesses momentos em que eu me sinto assim que há um tipo de magia. [A estudiosa e palestrante] Brené Brown dá uma palestra incrível pela TED sobre vulnerabilidade, como essa é a maneira mais importante de se conectar com outros seres humanos.

CHASTAIN: Muitas pessoas falam sobre atuar como mentir – no que eu não acredito – porque você está fingindo ser outra pessoa.

WATSON: Ugh, não! Atuar é dizer a verdade sob circunstâncias imaginárias. Eu não posso pensar em uma maneira pior de descrever a atuação. Além disso, eu sou a pior mentirosa da história. Eu me lembro de tentar entrar em casas noturnas quando eu estava prestes a completar 18 anos. Eles me perguntavam minha idade – e meus amigos já estavam na porta, não era mesmo uma grande coisa – e eu ficava tipo, “Eu não posso fazer isso.” É terrível. Eles ficavam meio, “Você é uma atriz, o que há de errado com você? Se recomponha, mulher!” [risos]

CHASTAIN: Eu era do mesmo jeito. Uma amiga minha tinha uma identidade, e ela deu para mim para que eu a usasse para entrar em uma casa noturna. E no segundo em que o cara olhou para a identidade, ele perguntou, “Essa é você?” E eu respondi, “Não.” [risos]

WATSON: Oh, eu sou a pior.

CHASTAIN: Ao escolher seus papéis, você analisa as personagens com uma equipe? Ou é mais instintiva?

WATSON: As pessoas às vezes falam de mim como se eu fosse uma marca, tendo uma estratégia e qualquer outra coisa. Quem dera. Sério. Eu queria ser física e mentalmente organizada o suficiente para ter uma estratégia. Mas é tão instintivo. Geralmente se resume a duas coisas: a pessoa com a qual eu estou trabalhando – o diretor é realmente importante para mim – e a fala em um roteiro. Geralmente há uma fala que eu leio e fico tipo, “Ok. Eu tenho que dizer essa fala. Eu tenho que contar esta história.” É um clique instantâneo. E se não há essa fala, mesmo que a história seja ótima, eu sempre fico um pouco meh. Sempre que fui contra meus instintos, tem sido um pouco desastroso. Se tiver um roteiro que eu estiver considerando, eu vou fazer com que todos o leiam. Eu falei minha mãe o ler, eu farei meus amigos o lerem, eu farei a minha manicure ler. [risos] Eu sou alguém que realmente precisa conversar. E então, obviamente, eu tenho um gerente maravilhoso e agentes, e eu escuto muito cuidadosamente o que eles têm a dizer também. Mas é meio que um livre-para-todos. Eu honestamente pediria a opinião do meu gato se eu pudesse. Enfim, se é algo que eu preciso dizer, eu digo. Se é algo ao qual eu me sinto genuinamente conectada, então eu farei. Mas eu geralmente me sinto desconfortável em ser o tema da conversa e tento me afastar disso.

CHASTAIN: A coisa difícil nisso tudo é que quando você interpreta uma personagem que realmente atinge os nervos do público, então falarão sobre você.

WATSON: Completamente. Meus amigos sabem disso a meu respeito, e ficam tipo, “Você sabe que isso é ridículo. Você está totalmente fazendo a coisa errada.” Estou ciente de que sou uma espécie de paradoxo, e às vezes um pouco inadequada para a minha profissão. Mas tem algo que me traz de volta. Tem algo em mim que sente que eu tenho que fazer isto, que isto é o que eu estou destinada a fazer. Se eu não me sentisse desta maneira, eu não faria isso. Mas é cheio de contradições, com certeza.

CHASTAIN: Existe alguém que te deu um conselho duradouro, talvez sobre atuação ou como navegar nesta sociedade de mídias sociais?

WATSON: Eu me lembro de estar tipo, “Eu sou louca? Eu sou masoquista? Por que eu estou fazendo isso comigo mesma?” Mas um de meus mentores falou, “Na vida, as coisas acontecem. E por mais que nós possamos tentar lutar para fazer nossas vidas de uma certa maneira, há coisas que continuarão acontecendo a você, e você tem que seguir suas ordens de marcha.” Eu acho que nossos medos nos encontram e nos forçam a confrontá-los repetidamente. Em termos de mídias sociais, é um campo minado! A tecnologia está se movendo tão rapidamente agora. Todos estão as voltas tentando entender o que significa ter um avatar, como viver nossas vidas na internet, o que isso significa em termos de privacidade, para os cidadãos de um universo político. Eu acho que nós estamos tentando encontrar regras agora, enquanto falamos, e é difícil. Mas, como todas as coisas, a internet é uma força incrivelmente poderosa que necessita de governo – não para restringir nossa liberdade, mas para proteger as pessoas.

CHASTAIN: A sua mensagem é muito positiva nas mídias sociais. Eu não posso evitar de ser grata que jovens mulheres tenham alguém como você para se inspirar, alguém que prioriza a educação e a autenticidade às calorias vazias do que as redes sociais podem ser.

WATSON: Deus, eu nem consigo imaginar como é para a geração depois de mim, cujos pais documentam todas as suas vidas enquanto eles crescem. É meio louco pensar em quão rápido as coisas estão mudando. Fazer esse filme, O Círculo, me fez pensar sobre tudo isso de forma muito mais detalhada. Eu li o livro primeiro, e não conseguia parar de pensar nisso. Não é como um futuro distópico – poderia ser amanhã. Alguém disse recentemente que achou a história parecida com um encontro entre O Show de Truman: O Show da Vida e A Primeira Noite de um Homem com uma pitada de Kardashians. E eu disse que descreveria o filme como A Rede Social encontra A Malvada que encontra O Quarto do Pânico. A Rede Social porque trata da forma como a tecnologia se intercepta com as necessidades humanas básicas: se sentir amado, se sentir visto, sentir uma conexão, sentir que você pertence a algum lugar. A Malvada porque trata da complexidade da relação feminina em um mundo patriarcal; geralmente só há uma ou duas mulheres em uma sala de reuniões. E O Quarto do Pânico porque é intenso.

CHASTAIN: Você usou a tecnologia de modo diferente desde que fez o filme?

WATSON: Oh meu Deus, sim. Eu estabeleci ainda mais limites do que eu já havia antes entre minhas vidas pública e privada. Ele me fez pensar muito sobre o que eu faria se tivesse filhos. Muitas crianças dessa geração têm suas vidas todas tornadas públicas antes que tenham uma opinião sobre o que iriam querer. Eu acho que isso deveria ser sempre uma escolha. Eu amo redes sociais, e eu amo o que elas podem fazer e como elas aproximam as pessoas, mas usadas da maneira errada, são incrivelmente perigosas. E, cada vez mais, nossa atenção é o nosso recurso mais importante. Antes da turnê de divulgação, eu deletei meu aplicativo de e-mail do meu celular e realmente tentei criar sérios limites quanto a ele, porque é tão viciante. Nós precisamos ter certeza de que nós estamos usando a tecnologia e de que a tecnologia não esteja nos usando.

CHASTAIN: Além de excluir seu e-mail, o que você faz para relaxar? Quando ninguém está vendo, quando ninguém pensa em você como uma estrela do cinema ou um exemplo a ser seguido, o que você gosta de fazer?

WATSON: Quando as pessoas me chamam de exemplo a ser seguido, me assusta muito, porque eu me sinto como se estivesse destinada a falhar.

CHASTAIN: Mas lembre-se, você pode ensinar as pessoas que nossos fracassos são nossos maiores dons na vida.

WATSON: Isso é muito verdadeiro. Steve Jobs tem um ótimo discurso no qual ele fala sobre como as curvas erradas em sua vida verdadeiramente as colocaram no caminho que ele precisava estar. Enfim, o que eu faço? Eu cozinho. Eu sou bastante competitiva quanto ao meu pão de banana com gotas de chocolate. Eu não acho que alguém possa acreditar em no quão bom ele é. É realmente outro nível. E eu fico com meu gato. Eu amo viajar. Eu fui em um safari antes de fazer minha turnê, que eu amei. Eu amo dançar. Eu sou a garota que irá se levantar e dançar com zero álcool em seu sistema. Você não precisa me dar nenhum motivo ou nenhuma desculpa. Uma música ótima começa a tocar e lá estou eu; está acontecendo.

CHASTAIN: Qual é a sua música?

WATSON: Eu gosto muito de hip-hop. Todos sempre ficam meio, “Sério? Você sabe todas as letras para isso?” E eu respondo, “Sim, eu sei.” E Beyoncé, [Lady] Gaga.

CHASTAIN: Você tem que sair da banheira agora, porque você vai se transformar em uma uva passa.

WATSON: [risos] Obrigada. Te vejo muito em breve. Muito amor.

As imagens do ensaio fotográfico de Emma para a Interview Magazine, realizado pelo fotógrafo Peter Lindbergh, e os scans da revista já se encontram disponíveis em nossa galeria. Para visualiza-los, acesse os links abaixo:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS > 2017 > INTERVIEW MAGAZINE POR PETER LINDBERGH

REVISTAS E JORNAIS | SCANS > 2017 > MAIO – INTERVIEW MAGAZINE

 

Fonte: Interview Magazine.

Tradução e adaptação: Emma Watson Brasil.

Não copie/reproduza sem os devidos créditos!

A divulgação do suspense O Círculo, estrelado por Emma Watson e Tom Hanks, teve início nesta segunda-feira com um live chat com parte do elenco transmitido na conta oficial do filme no Twitter, através do aplicativo Periscope. Participaram da entrevista Emma Watson, Tom Hanks, Patton Oswalt, James Ponsoldt, o diretor do filme, e Jack Dorsey, CEO e co-fundador do Twitter, que presidiu o live chat.

Debatendo o tema e a história do filme, Emma disse que, para ela, todo mundo experimenta algum grau de fama no mesmo nível das celebridades hoje em dia, pelo menos se têm redes sociais. “Eu sinto que isso está se tornando um assunto muito mais fácil de as pessoas se identificarem, porque não é mais como se a fama fosse algo que só as celebridades experimentam,” ela disse durante a conversa com seus colegas de elenco. “Até certo ponto, todos que usam mídias sociais ou possuem uma plataforma de mídia social ou qualquer outra coisa estão transmitindo a si mesmos, se comercializando, compartilhando detalhes íntimos de suas vidas [da forma que as celebridades de alto nível fazem],” Emma continuou. “E eles estão recebendo comentários, eles estão recebendo likes, dislikes. Eles estão experimentando exatamente o que eu estou experimentando, é claro que a graus menores e maiores. A forma que o mundo está se movendo, tipo minhas experiências que eu não sinto muito que sejam únicas ultimamente de uma maneira realmente interessante.”

Emma voltou ainda a contar como sua experiência fazendo o quadro Mean Tweets, no talk show do apresentador Jimmy Kimmel, realmente abriu os seus olhos para o quão mais resiliente todos têm que ser, porque com as mídias sociais, todo mundo pode comentar sobre tudo: “É interessante porque eu obviamente acabei de fazer essa turnê de divulgação para A Bela e a Fera. E eu acho que isso está mais ou menos em minha mente [a ideia de concordar em ser observada o tempo todo], mas eu fiz o quadro do Jimmy Kimmel no qual ele te faz ler os Tweets Maldosos. E isso me fez perceber que enquanto eu estava fazendo esse quadro, eu estava tipo, “Wow, sabe, está sendo pedido de mim e está sendo pedido de meus amigos, todos ao meu redor, que sejamos muito mais resilientes do que eu pensava que um dia nós deveríamos ser,” no sentido de que geralmente se alguém estivesse dizendo algo cruel sobre você, eles estariam dizendo isso pelas suas costas, convenientemente, silenciosamente em um sussurro em outro cômodo. Mas o mundo em que nós vivemos agora, com o nível de transparência que nós estamos vendo, sabe, as crianças estão recebendo — você recebe tudo, cada palavra cruel, cada crítica, cada qualquer outra coisa. Mas não, eu simplesmente percebi Annie em nosso filme, ela se apaga, e eu quero dizer isso da forma mais profunda. Ela não tem mais nada. E é isso que estar online todo o tempo meio que faz com você. E a habilidade de não ser capaz de optar, não ser capaz de dizer, “Eu só preciso tipo, eu não sei, usar calças de moletom e cutucar o meu nariz, e fazer coisas que eu normalmente não faria por alguns dias.” Eu acho que é como se esse nível pudesse simplesmente te enlouquecer. Enlouquecer, enlouquecer!”

Vocês podem conferir o live chat na íntegra dando play no vídeo abaixo:

As fotos e capturas capturas do live chat já se encontram em nossa galeria e podem ser acessadas através dos seguintes links:

ENTREVISTAS | INTERVIEWS > 2017 > 24.04 @ NO LIVE CHAT DE ‘O CÍRCULO’ NA SEDE DO TWITTER EM SÃO FRANCISCO

CAPTURAS | SCREENCAPS > ENTREVISTAS > 2017 > LIVE CHAT DE ‘O CÍRCULO’

Um novo clipe do filme O Círculo, intitulado de ‘Perceber Nosso Potencial’, foi divulgado hoje pela STX Entertainment. O clipe mostra Mae (Emma Watson) em uma pequena reunião com Eamon (Tom Hanks) e Stenton (Patton Oswalt) na sala do presidente da empresa O Círculo. No filme, Emma Watson dá vida à personagem Mae Holland, uma jovem mulher recém-contratada por uma empresa de elite do ramo de tecnologia e mídia social do Vale do Silício, fundada por um guru interpretado por Hanks. Mae acaba envolvida em um experimento que ultrapassa os limites da privacidade, da ética e limita sua liberdade pessoal. O Círculo chega aos cinemas americanos e canadenses no dia 28 de Abril de 2017. No Brasil, o filme chegará aos cinemas no dia 22 de Junho. Confira o vídeo no player abaixo:

O Círculo – Clipe ‘Perceber Nosso Potencial’

As capturas do clipe já se encontram em nossa galeria e podem ser conferidas através dos seguintes links:

FILMES & SÉRIES | FILMS & TV SHOWS > 2017 > THE CIRCLE (O CÍRCULO) > CLIPE “REALIZE OUR POTENTIAL”

Um novo clipe do filme O Círculo, sem título divulgado, foi liberado. O clipe mostra uma cena entre Mae (Emma Watson) e Eamon (Tom Hanks) em uma apresentação no auditório da empresa O Círculo. No filme, Emma Watson dá vida à personagem Mae Holland, uma jovem mulher recém-contratada por uma empresa de elite do ramo de tecnologia e mídia social do Vale do Silício, fundada por um guru interpretado por Hanks. Mae acaba envolvida em um experimento que ultrapassa os limites da privacidade, da ética e limita sua liberdade pessoal. O Círculo chega aos cinemas americanos e canadenses no dia 28 de Abril de 2017. No Brasil, o filme chegará aos cinemas no dia 22 de Junho. Confira o vídeo no player abaixo:

O Círculo – Clipe #4 (Título Desconhecido)

As capturas do clipe já se encontram em nossa galeria e podem ser conferidas através dos seguintes links:

FILMES & SÉRIES | FILMS & TV SHOWS > 2017 > THE CIRCLE (O CÍRCULO) > CLIPE #4 (TÍTULO DESCONHECIDO)

Emma Watson será a convidada principal de Jimmy Fallon no talk show do apresentador, o The Tonight Show Starring Jimmy Fallon. A presença da atriz e ativista no programa tem como objetivo principal a divulgação do suspense O Círculo, que ela estrela ao lado de Tom Hanks e chega aos cinemas americanos dia 28 de Abril (no Brasil o filme irá estrear em 22 de Junho). A participação de Emma foi confirmada pela NBC e o episódio irá ao ar na emissora no dia 27 de Abril de 2017 às 03:35h (horário de Brasília).